quinta-feira, 3 de junho de 2010

Infelizmente é tarde para dizer te amo

     Em fevereiro, fui passar o carnaval no interior, na casa da minha tia. Todos os feriados, eu e minha
família vamos para lá.
     Quando passou o carnaval fiquei lá, um tempo, porque minha tia me pediu para ficar um pouco mais.
Eu fiquei lá com ela.
     Tudo começou, no dia 2 de março, desse ano de 2010. Acordei. Era um dia normal, mas não estava tão normal. Minha tia estava muito alegre, conversando, dando conselhos, tirando prosa. Eu tinha achado estranho, mas nem falei nada. A gente passou a tarde conversando deitada na rede.
     Quando chegou a noite, ela foi fazer o jantar. Ao terminar de fazer o jantar, minha tia me pediu para
chamar meus primos. Jantamos e fomos à praça. Minha tia nos pediu para a gente voltar cedo para casa, mas ficamos conversando e perdemos a hora.
     Chegamos em casa um pouco tarde, e minha tia me repreendeu pelo esquecimento da hora.
     Eu dormia sempre ao lado dela. Ficávamos conversando, mas nesse dia ficamos acordados,
até 1 hora da manhã e depois fomos dormir. Mas, eu me arrependo de não ter ficado acordada até de
manhazinha, porque aquele dia, foi a última vez que a vi feliz e sorridente. Quando eu acordei, minha tia estava morta, na rede. Ela não acordaria mais. Ficamos sem saber o que fazer. Sem querer acreditar no que estava acontecendo, pois era tão querida que nem dava para acreditar.
     Aquela mulher não ia mais estar ali naquela casa conosco. Não dava para acreditar que ela se foi,
e nem deu tempo de nos despedirmos, de dizer, eu te amo, mas não estava no nosso querer, e sim, no querer de Deus.

                                                     Sámia Maria, 9º Ano D

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